17 de abr de 2011

POEMA – Crianças e seus brinquedos


 


CRIANÇAS E SEUS BRINQUEDOS
Uni duni tê,
Salame mingúe,
Um sorvete colorê,
O escolhido foi você.

Não parece passarinho,
Não parece aviador,
Mas passa sempre voando
Pelo escorregador.

Sobe, sobe para o céu,
Desce, desce para o chão,
A menina na gangorra
Balança meu coração.

Todo mundo sai a toda,
Correndo atrás do colega,
É preciso ficar esperto,
Na hora do pega-pega.

Rolando no gira-gira,
Parece que a vida gira,
Parece que a roda roda,
Girando no gira-gira.

Quem foge cai na risada,
Quem procura não sossega,
Escorrega tropeçando,
No jogo da cabra-cega.

Faço túnel, faço estrada,
Faço lago com baleia,
Faço castelo gigante,
Naquele tanque de areia.


Quem quiser brincar comigo,
Vem aqui, levanta a mão,
Ficam três de cada lado,
Vai ser policia e ladrão.

É corcunda, cabeludo,
Tem chifre e anda de quatro,
Não é monstro, nem fantasma:
Vai pra aula de teatro.

Pega, joga, dribla, passa,
Corre, chuta, cai e rola,
Cabeceia, grita, pula,
Vai e volta atrás da bola.

Sobe lá mas desce logo,
Parece até uma dança,
A viagem nunca chega,
Pra quem brinca na balança.

É gostoso e divertido,
Não tem risco nem perigo,
A vida ganha sentido,
Quando se tem um amigo.
(Ricardo Azevedo)










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