2 de nov de 2014



Procuro facilitar, tanto quanto o possível, a realização da atividade pela criança. Pois, ela deve sentir-se capaz de executar o que eu proponho a ela, deste modo, o progresso dos movimentos, do ponto de vista qualitativo, surge através do funcionamento do esquema. Esse progresso, por sua vez, repercute nos demais movimentos.

Por exemplo:

** Para facilitar a coordenação motora ampla (motricidade ampla), ofereço atividades em que as crianças primeiramente batem (mãos ou pés) ou rolem a bola antes de jogarem de mão para mão ou baterem no chão para agarrá-la em seguida;



** Já na coordenação motora fina (motricidade fina), as crianças brincam de colocar objetos pequenos dentro de caixas (reduzindo o tamanho das caixas, pouco a pouco), assim estou facilitando para que a criança tenha êxito em brincadeiras de encaixes de peças miúdas;



** E na coordenação visomotora, proporciono as crianças vivenciarem situações de soltar objetos grandes dentro de recipientes grandes ou soltarem, esticando bem os braços para o alto, penas ou pedaços de algodão, tentando agarrar sem deixar cair, deste modo acertar o alvo (boca do palhaço, boliche, etc) se torna mais fácil;



** Também, na coordenação motora fina (motricidade fina), proponho atividades de amassar, rasgar, colar e pintar a dedo, para facilitar o uso de tesouras, giz ou lápis.



 Tenho no meu planejamento diário desenho livre como atividade, deixo a disposição materiais para as crianças utilizarem em suas brincadeiras. Pois, essas atividades constituem dados de avaliação do progresso da representação simbólica dos meus pequeninos.



Portanto, através desses procedimentos, muito validos, proporciono o aprimoramento dos esquemas motores e conduzo a criança a refletir sobre o fazer pedagógico.



Professora Carminha.





28 de out de 2014



O que as crianças precisam aprender e desenvolver?

O eminente psicólogo Erik Erikson acreditava que as atitudes das crianças sobre si
mesmas e sobre o mundo à sua volta dependiam amplamente de como são tratadas
pelos adultos enquanto crescem.

 Confira nas postagens abaixo um resumo do que Erikson considerava mais necessário para as crianças, em suas famílias, em cada estágio do desenvolvimento.





CONFIANÇA BÁSICA

 Os bebês obtêm um senso de confiança básica quando as interações com os adultos são agradáveis e prazerosas.

 Os bebês precisam de pais calorosos, receptivos, previsíveis e sensíveis às suas necessidades.

Se eles precisam esperar regularmente um longo tempo para receberem conforto ou se são manuseados apressada e insensivelmente, é promovida a desconfiança em relação aos outros.
Psicólogo Erik Erikson


DESENVOLVER A AUTONOMIA – 1 a 3 anos



AUTONOMIA

 A confiança na capacidade para fazer escolhas e decisões são desenvolvidas enquanto as crianças exercitam as habilidades exploratórias de caminhar, de correr, de escalar e de manusear objetos.

 Os bebês que estão começando a andar e os jovens pré-escolares precisam de pais que lhes permitam escolhas, dentre uma variedade de atividades seguras.

Se as crianças são excessivamente restritas, sempre forçadas a fazer as coisas como seus pais desejam, ou se são submetidas a embaraço pelos erros enquanto fazem explorações, a autodúvida crescerá, ao invés da autoconfiança.
Psicólogo Erik Erikson


23 de out de 2014



INICIATIVA



Os pré-escolares aprendem sobre si mesmos e suas culturas por meio de jogos de faz-de-conta; à medida que encenam diferentes papéis, começam a pensar sobre o tipo de pessoa que desejam tornar-se.


 Os pais que apoiam o senso emergente de finalidade e direção das crianças nesse estágio ajudam os filhos a desenvolverem iniciativa, ambição e responsabilidade social. 

Se os pais são demasiadamente controladores ou exigentes, as crianças podem tornar-se culpadas e reprimidas.

Psicólogo Erik Erikson

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