25 de set de 2011


PSICOMOTRICIDADE + MATEMÁTICA + ARTES
Aula desenvolvida na Pré-Escola 1º e 2º Ano

HABILIDADES TRABALHADAS
Coordenação dinâmica global, equilíbrio, percepção espacial, esquema corporal,
grafismo e tipos de linhas

DESENVOLVIMENTO: Cada aluno de posse de uma corda de um metro de comprimento + ou -.

RECREAÇÃO NO PÁTIO OU NA QUADRA:
Imaginar (As crianças fazem os sons dos animais e andam por todo o espaço):
- Puxar um cachorro;
- Puxar um gatinho;
- Puxar uma vaca;
- Fazer da corda um cavalo e galopar.
- A corda vira uma cobra que se agarra na mão da criança da qual ela tenta se livrar. (Essa foi o máximo, muitas gargalhadas, era só corda voando e crianças correndo e gritando como se realmente fosse uma cobra, mas de forma divertida).

“Notei que as crianças expressaram-se alegres e criativas durante toda a brincadeira.”

EXERCÍCIOS COM A CORDA:
1 – Carregar a corda em diferentes partes do corpo, ex.: na cabeça, ombros, pé, etc.
2 – Correr com a corda balançando no ar, sem deixar tocar o chão.
3 – Segurar uma ponta da corda e jogar a outra para cima.
4 – Bater a corda no chão como se fosse um chicote; Atirar a ponta da corda como se fosse pescar.
5 – Segurar a corda com as mãos de modo que possa esticar e fechar, alongar o corpo descendo até os pés, depois balançar para um lado e para o outro.

BRINCADEIRA DA CARROCINHA:

- Grupos de cinco crianças, um será o carroceiro, três serão os passageiros e outra o cavalo. O carroceiro (atrás) e o cavalo (na frente) seguram duas cordas paralelas, uma em cada mão, com os passageiros no interior das cordas.

- Fazer um passeio ou corrida das carroças até um ponto determinado pela professora. (Com a pré-escola, fizemos um passeio pela escola).



MATEMÁTICA – Tipos de linhas

1 – Montar desenhos com a corda no chão (livre).
2 – Colocar a corda esticada no chão (LINHA RETA), andar sobre a linha: de frente, de lado, de costas e de pernas abertas.
3 – Depois formar uma linha torta (LINHA CURVA), pular por cima da corda e andar na ponta dos pés por sobre a corda.

4 – Formar um círculo fechado com a corda (LINHA FECHADA), ordenar o seguinte: ficar no interior da linha fechada; ficar na parte exterior da linha fechada (longe e perto).
BRINCADEIRA: Pega-pega – estará a salvo quem estiver no interior da linha fechada.
“Nesse caso eu consegui ensinar noções de interior e exterior, e que a linha fechada é a FRONTEIRA que separa esses dois lados.”

5 – Formar um ‘U’ com a corda (LINHA ABERTA).
BRINCADEIRA: Inicia-se com um dos alunos sem a sua corda e dirá: “macaco troca de galho”, todos os alunos deverão trocar de lugar enquanto ele procura ocupar um lugar vago, sempre ficará um sem ‘galho’ que deverá dar a continuidade dessa brincadeira.

“No decorrer da brincadeira, as crianças utilizaram-se espontaneamente de outras ordens não sugeridas por mim, as quais foram muito criativas por parte deles, sendo que, alguns demonstraram facilidades em substituir a ordem ‘macaco troca de galho’ ou outra citada pelo colega anterior, por exemplo: ‘passarinho voa do galho’. O interessante foi perceber como eles queriam cada um inventar a sua ordem, até causando certo nervosismo em alguns que tiveram dificuldades em criar rapidamente uma nova expressão, e se negavam a aceitar sugestões dos colegas. Note que isso aconteceu naturalmente e aos poucos tornou-se uma regra que todos seguiam, sendo que ela não fazia parte da regra inicial da brincadeira.
Importante é concluir que isso não aconteceria se eu quisesse o tempo todo impor o meu autoritarismo, o meu poder sobre eles demonstrando o tempo todo quem é que sabe das regras e impedindo qualquer tentativa de inovação com medo de perder o controle. Se eu fizesse isso, com certeza eles se sentiriam inibidos e com medo de se expressarem livremente e não resultaria numa brincadeira tão envolvente quanto abou se tornando.”

“Agora vou acrescentar algo a partir dessa experiência, talvez eu fuja um pouquinho, mas acho que se faz necessário relembrar a infância escolar da maioria dos professores a qual eu também me incluo, nessa época em que éramos obedientes ás regras impostas para nos educarem, tão obedientes que poderia ser muito arriscado ferir o poder absoluto do professor.
Conseqüência: Não seria isso uma das tantas razões de sermos a maioria, tão obedientes quanto às regras impostas pelos governos numa realidade onde se paga impostos absurdos, tarifas e pior, tanta lentidão para nos unirmos em prol de nossos direitos em comum? Tanta inibição, ingenuidade e medo de ser reprimido com uma simples palavra. Mas é possível reaprender, resgatar nossa dignidade, nossa liberdade simplesmente observando as crianças, deixando-as livres de tudo o que priva delas serem o que precisam ser, para que no futuro estejam certos de que regras governamentais absurdas podem ser quebradas de uma forma tão natural e envolvente quanto o exercitado na brincadeira.” - Carmem Ortiz (Professora Carminha)



ARTES
Registrar através de desenhos as atividades realizadas no pátio.
Considerações significativas: Foi numa aula de artes que um aluno do Pré-A (4 anos de idade) que já sabia ler desde os três anos, mas não sabia escrever por não entender a forma como todos sabiam copiar o próprio nome do crachá. Então foi através do registro das atividades realizadas no pátio sobre os tipos de linhas trabalhas com cordas que ele conseguiu entender e copiar pela primeira vez o seu nome do crachá e sucessivamente muitas palavras.
 Foi assim: Como a primeira letra de seu nome era um ‘J’, eu mostrava a letra no crachá e dizia: ‘é uma linha reta e uma curva. Eu mostrava a letra ‘O’ e lhe fazia associar com a linha fechada e assim sucessivamente com todas as letras de seu nome.

“Nesse dia eu confirmei a importância do professor inteirar-se plenamente do significado da expressão PSICOMOTRICIDADE no desenvolvimento infantil além de comprovar a eficácia de uma aula bem planejada.”



1 comentários:

Anônimo disse...

legal

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