23 de out de 2011


O Dia do Saci consta do projeto de lei federal nº 2.762, de 2003 (apensado ao projeto de lei federal nº 2.479, de 2003), com o objetivo de resgatar figuras do folclore brasileiro, em contraposição ao "Dia das Bruxas", ou "Halloween", da tradição cultural dos Estados Unidos da América. Propõe-se que seja celebrado em 31 de Outubro. Em alguns municípios de São Paulo, já é lei o Dia do Saci.

Acho que só está faltando dar um empurrãozinho, pois se todos os interessados encaminhassem esse projeto com mais vigor político, em pouco tempo estaria oficializado em todo o país o Dia do Saci.”



O SACI PERERÊ, por Marcelo Xavier (1997)
O Saci Pererê tem origem em Portugal.
É um moleque negrinho, de olhos vermelhos, com uma perna só.
Vive pelado e não se separa do seu cachimbo. Usa na cabeça uma carapuça vermelha, na qual está depositado todo o seu poder sobrenatural.
O Saci aparece no meio de um redemoinho. Na mata, quando se escuta um assobio longo, já se sabe: ele está por perto.
Gosta de montar a cavalo e galopar. É um moleque engraçado e divertido, que adora fazer estripulias. Apaga o fogo de fogão, derrama alimentos, dá nós nas crinas dos cavalos, revira os ninhos, embaraça os novelos de linha, quebra a ponta das agulhas e faz um tanto de outras pequenas maldades.
O Saci não atravessa córregos nem riachos. Persegue as pessoas e só interrompe a perseguição para  desfazer nós em cordas e tecidos, atirados no caminho pelo perseguido.
Monteiro Lobato, no livro O Saci, ensina que o melhor jeito de pegar um Saci, é com uma peneira de cruzeta. Esse tipo de peneira tem duas taquaras mais largas que se cruzam bem no meio dela.
O método é simples: quando o vento trouxer um redemoinho de folhas secas e poeira, joga-se a peneira, emborcada, sobre ele. Como em todo redemoinho há um Saci, ele ficará preso debaixo da peneira. Depois disso, coloca-se o Saci dentro de uma garrafa  e tapa-se com uma rolha. Importante: não esquecer de riscar uma cruzinha na rolha, pois é ela que prende o saci na garrafa. Além disso, é preciso lembrar de tomar a carapuça dele e escondê-la bem escondida. Sem a carapuça o Saci não é ninguém.
Agora, uma dica para você: O Saci não incomoda quem usa um saquinho de pano no pescoço, com dentes de alho descascado.

"Aqui na minha região, Missões, quando canta o Saci no mato é sinal de que vai fazer seca (estiagem). O seu canto é um assobio compassado que se repete: 'SA Ci, SA Ci...'Já constatei que quando ele canta nem que o tempo esteja com cara de chuva não chove".   
 

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